sábado, 8 de maio de 2010

Do significado da Revolução Francesa para Max Stirner

Entendo que seria pertinente, nesta segunda postagem, apresentar os autores do Trabalho. Não será possível. Tenho muito o que ler ainda hoje.

Então, por ora, apenas deixarei registrada uma assertiva de Max Stirner, extremamente inovadora, quando comparada ao que comumente se lê por aí acerca da Revolução Francesa. Max vê e prevê a ditadura da burguesia contra o indivíduo singular, “egoísta”, cioso por aquilo que os revolucionários chamarão de privilégios típicos do antigo regime. [deixaremos para um oportuno momento uma reflexão filosófica acerca do termo “privilégio”; o objetivo será o de tentar desnudar os sofismas que se escondem por detrás do referido conceito]

Enfim. Deixemos o alemão falar:

“A Revolução provocou a transformação da monarquia limitada em monarquia absoluta. A partir de agora, todo o direito que não for concedido por este monarca é considerado “usurpação”, e só os privilégios por ele concedidos são “direitos”. Os tempos pediam a monarquia absoluta, e por isso caiu a chamada monarquia absoluta que tão pouco soube ser absoluta, ao deixar-se limitar por milhares de pequenos senhores”.

Comentário meu: A nova monarquia absoluta, solicitada pelo período, deve ser entendida como um novo Espírito… outro conceito interessante de Stirner. Falaremos dele em outro momento.

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